Bom, primeiro de tudo, meu nome é
Ywanna, tenho 26 anos e sou instrutora em treinamento de autodefesa feminina
pela Tiger Defense.
Eu sempre fui uma pessoa
sedentária, até que um dia parei de fumar cigarro. Pode parecer balela, porém
toda a energia que esse vicio me sugava durante todos os meus dias, voltou.
Comecei a correr, comprei uma bike, mas nunca quis fazer academia. Se você é uma
das minhas que não suportam academia, chega mais pertinho aqui, senta do meu
lado que você entende como me sinto. Por N motivos aquele lugar não me
pertencia. Enfim...há muitos anos atrás eu fiz judô e nesse tempo de tentar me
encaixar em algo pra me exercitar, lembrei das artes marciais. Então, assim
como muitas que vão ler isso aqui, eu conheci o Muay Thai. E foi muito bom
praticá-lo por cerca de 1 ano. Perdi peso e aprendi a lutar, certo? Bom,
sim...mas vamos continuar a história, pois também pensei que tinha me achado.
Eu treinava praticamente todos os
dias, mas não me sentia preparada, nem pra competir (que era o que meu
professor queria, pois ele via potencial em mim) e nem pra viver mesmo. Mas
tava ali, né? Po, tô perdendo peso! Pra quê mais? Um tempo se passou, mudei de
emprego e perto desse emprego, eu passei pela porta de uma casa com uma faixa
que dizia “Defesa Pessoal – FreeStyle” e uma imagem do lendário Bruce Lee. Tá,
eu não pensei duas vezes!
Pra encurtar a história, eu me
apaixonei pela defesa pessoal, a cada aula eu saia tipo invencível. Sabe Jim
Carrey em Todo Poderoso? Yeah! I’ve got the power! Ok, era assim no começo, me
sinto assim até hoje, mas a diferença é que por ter um grande poder, você tem
que saber que vem grande responsabilidade, certo Tio Ben? (pra quem não sabe, Tio Bem é o tio do
Homem-aranha, e essa frase dele ficou muito famosa) Mas falaremos sobre isso em
um outro texto.
Eu sai do Muay Thai sem olhar pra
trás, sem medo nenhum de me arrepender e tô muito feliz com isso. A autodefesa
me deu empoderamento, pois ao saber que eu podia, eu soube como evitar situações
de risco e se por acaso não houvesse saída, eu saberia o que fazer. A
autodefesa pra mim é autocontrole, é autoconfiança, é eu me sentir segura. Além
de deixar mais atenta, me deu músculos mais rígidos, controle respiratório,
melhorou minha vida em 200%.
Então a autodefesa feminina é tudo
isso e mais um pouco. Mas eu digo isso não por falar, mas você vai descobrir
algo que achava não saber ou que não poderia fazer. É incrível como é
funcional, e as meninas que já fizeram oficina com a gente sabem que elas
saíram diferente do tatame. Você encara a vida de outra forma. Aqui, isso é
conselho de amiga. Sabe aquele papo de que se conselho fosse bom, seria pago?
Pois esse é bom e tô dando de coração, protejam-se!

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