segunda-feira, 31 de outubro de 2016

TW*: VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES



Fala, galerinha! Tranquilo?

Depois de contar minha peregrinação até aqui, eu queria agora sua atenção para algo mais delicado: A violência contra mulheres.
Pra quem não sabe, nós temos um curso de autodefesa feminina exclusiva para mulheres. É um projeto super bacana que eu acredito muito e abraço forte, por ser mulher, por ser lésbica, por saber um pouco do que vocês passam.
Poucas meninas sabem, mas eu também trabalho como moto-taxista, e é um serviço totalmente voltado par ao público em questão também. É algo que mexe muito comigo apesar de não ter sofrido nenhum tipo de violência.
A cidade de Sergipe está em 6º lugar de violência contra a mulher no país, e 2º na região do Nordeste. E a gente acha que só acontece com as outras, nunca com você. Até acontecer. E eu não digo sobre ser espancada, ou ser estuprada, digo sobre assédio mesmo. Até aquele fiu-fiu que você não aceitou, ou aquela cantada em que ele não aceitou seu não como resposta, pode ser um momento complicado pra você. Muitas mulheres deixam de sair, viajar, se exercitar sozinhas, por medo de acontecer qualquer tipo de agressão, seja ela física ou verbal. Tem mulher, como eu, que se treme toda só de pensar em um estupro corretivo. Sabe o que significa? Quando um homem acha que tem o direito de violar uma mulher por que ela não condiz com o que ele acredita ou acha que é certo, ou seja, ele violenta sexualmente uma lésbica pra ela “parar de querer ser homem” e ser uma mulher de verdade. Sim, isso existe.

Bom, mas aonde eu quero chegar relatando tanto absurdo? O nosso projeto de autodefesa feminina não te ajuda apenas no físico, mas tenta te deixar um pouco mais segura pra você cuidar da saúde mental, do seu psicológico. É algo muito maior do que apenas te proteger, é conversar, é te mostrar o quanto você é capaz sendo pequena, alta, gorda, magra etc. Você pode e nós vamos te mostrar o quanto! Nós seguimos os 3 pilares: Psicológico, verbal e físico. Nesses pilares, acreditamos que cada um desses quesitos podem ser trabalhados para serem eficazes no momento de execução.

Nos acompanhe nas redes sociais (Facebook, Instagram e YouTube), estamos sempre te enchendo desse empoderamento, com vídeos de técnicas, com palavras que você gostariam de ler em um dia em que acordou pra baixo e com o blog pra conversar com vocês sobre seus medos e suas evoluções. 

Estamos juntas!

*Sempre que eu usar o símbolo TW, quer dizer “aviso de gatilho”. Significa que esse tema pode não ser algo bom de se ler, pois pode trazer lembranças ruins para quem já sofreu com o mesmo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Precisamos falar sobre autodefesa


Bom, primeiro de tudo, meu nome é Ywanna, tenho 26 anos e sou instrutora em treinamento de autodefesa feminina pela Tiger Defense.
Eu sempre fui uma pessoa sedentária, até que um dia parei de fumar cigarro. Pode parecer balela, porém toda a energia que esse vicio me sugava durante todos os meus dias, voltou. Comecei a correr, comprei uma bike, mas nunca quis fazer academia. Se você é uma das minhas que não suportam academia, chega mais pertinho aqui, senta do meu lado que você entende como me sinto. Por N motivos aquele lugar não me pertencia. Enfim...há muitos anos atrás eu fiz judô e nesse tempo de tentar me encaixar em algo pra me exercitar, lembrei das artes marciais. Então, assim como muitas que vão ler isso aqui, eu conheci o Muay Thai. E foi muito bom praticá-lo por cerca de 1 ano. Perdi peso e aprendi a lutar, certo? Bom, sim...mas vamos continuar a história, pois também pensei que tinha me achado.
foto retirada do Google
Eu treinava praticamente todos os dias, mas não me sentia preparada, nem pra competir (que era o que meu professor queria, pois ele via potencial em mim) e nem pra viver mesmo. Mas tava ali, né? Po, tô perdendo peso! Pra quê mais? Um tempo se passou, mudei de emprego e perto desse emprego, eu passei pela porta de uma casa com uma faixa que dizia “Defesa Pessoal – FreeStyle” e uma imagem do lendário Bruce Lee. Tá, eu não pensei duas vezes!

Pra encurtar a história, eu me apaixonei pela defesa pessoal, a cada aula eu saia tipo invencível. Sabe Jim Carrey em Todo Poderoso? Yeah! I’ve got the power! Ok, era assim no começo, me sinto assim até hoje, mas a diferença é que por ter um grande poder, você tem que saber que vem grande responsabilidade, certo Tio Ben?  (pra quem não sabe, Tio Bem é o tio do Homem-aranha, e essa frase dele ficou muito famosa) Mas falaremos sobre isso em um outro texto.

Eu sai do Muay Thai sem olhar pra trás, sem medo nenhum de me arrepender e tô muito feliz com isso. A autodefesa me deu empoderamento, pois ao saber que eu podia, eu soube como evitar situações de risco e se por acaso não houvesse saída, eu saberia o que fazer. A autodefesa pra mim é autocontrole, é autoconfiança, é eu me sentir segura. Além de deixar mais atenta, me deu músculos mais rígidos, controle respiratório, melhorou minha vida em 200%.

Então a autodefesa feminina é tudo isso e mais um pouco. Mas eu digo isso não por falar, mas você vai descobrir algo que achava não saber ou que não poderia fazer. É incrível como é funcional, e as meninas que já fizeram oficina com a gente sabem que elas saíram diferente do tatame. Você encara a vida de outra forma. Aqui, isso é conselho de amiga. Sabe aquele papo de que se conselho fosse bom, seria pago? Pois esse é bom e tô dando de coração, protejam-se!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Qual a melhor luta para defesa pessoal?

Essa é uma pergunta que vem sendo feita há muito tempo. Acredito que a pergunta certa seria, qual o melhor método para mulheres onde o uso da força bruta seja dispensável e o tamanho e as diferenças sejam colocadas de lado possibilitando uma mulher que nunca praticou um sistema de luta conseguir em algumas aulas se defender efetivamente? Gostou? Calma, vamos chegar lá.